Navio Ever Given está proibido de deixar o Canal de Suez até que pague US$ 1 bilhão

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Fonte: Epoca Negocios
Publicado em: 12/04/2021 às 17:35hrs – Por Edicao

O porta-contêineres só poderá deixar a região após o pagamento de uma indenização ao governo egípcio

Apesar de já ter desencalhado, o navio Ever Given ainda não deixou o Canal de Suez. A embarcação está proibida de sair da região até que seus proprietários paguem uma indenização de US$ 1 bilhão para autoridades egípcias.

O porta-contêineres ganhou manchetes no final de março, quando encalhou e bloqueou a rota após ser atingido por uma tempestade de vento inesperada. O canal só foi liberado seis dias depois. O tempo de fluxo interrompido gerou uma reação em cadeia no comércio marítimo, com atrasos em escala global.

Ever Given, navio que encalhou no Canal de Suez, no Egito, causando bloqueio do tráfego (Foto: Getty Images)

Ever Given, navio que encalhou no Canal de Suez, no Egito, causando bloqueio do tráfego (Foto: Getty Images)

Após a liberação, o Egito abriu uma investigação formal sobre como o navio encalhou. O Ever Given só poderá deixar a região após os proprietários pagarem US$ 1 bilhão pelos prejuízos causados.

Em entrevista ao The Wall Street Journal, o tenente-general Osama Rabie, que chefia a Autoridade do Canal de Suez, declarou que o governo propôs um acordo e o valor poderá ser negociado. Apesar de não explicar como o montante foi calculado, o representante afirmou que a cifra será usada para cobrir despesas com equipamento e maquinário, recuperar danos causados ao canal e compensar cerca de 800 pessoas que trabalharam na liberação.

O valor também reembolsará os custos do bloqueio do canal, que causou um congestionamento de mais de 400 navios. De acordo com a companhia financeira Refinitiv, com sede em Londres, a interrupção gerou perdas em taxas equivalentes a US$ 95 milhões para o Estado

Ainda não está claro quem deve arcar com a multa. O proprietário japonês da embarcação, Shoei Kisen Kaisha Ltd., disse ao The Wall Street Journal que não foi notificado oficialmente. À Bloomberg, o presidente da Evergreen Marine Copr., que fretou o navio, alegou que a empresa estava “isenta de responsabilidade por atrasos de carga”, questão coberta pelo seguro, segundo o executivo.

“A embarcação permanecerá aqui até que as investigações sejam concluídas e a indenização seja paga”, disse Rabie. O navio, carga e tripulação – composta por 25 marinheiros indianos – permanecem ancorados no Grande Lago Amargo do Egito. No início de abril, autoridades informaram ao Insider que a tripulação está segura e continua sendo paga.

“Podemos chegar a um acordo sobre a compensação ou a questão vai para o tribunal”, disse o tenente-general em entrevista concedida à CNBC. “Se eles decidirem ir ao tribunal, o navio deve ser detido.”

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